Dados da Economia Brasileira na semana:
- Expectativas do mercado (Relatório Focus/Banco Central): a mediana das expectativas do mercado indica que o IPCA de 2022 deve encerrar em 6,00%, redução de 0,40 p.p. na comparação com o resultado da apuração anterior (6,40%). Para o PIB, o relatório aponta melhora nas expectativas do mercado, sendo esperado um crescimento da atividade do país no ano de 2,65%. No que se refere à taxa de câmbio, o mercado continua esperando que esta feche o ano em R$/US$ 5,20. Por fim, a mediana das perspectivas quanto à taxa SELIC permanece em 13,75% a.a. Para 2023, as expectativas sinalizam um crescimento menor para o PIB, de 0,50%. A perspectiva para o nível de preços, medido pelo IPCA, foi reduzida para 5,01%. A taxa Selic, por sua vez, deve fechar ano que vem em 11,25% e o câmbio permaneceu em R$/US$ 5,20.
- Sondagem Industrial (CNI): Sondagem Industrial nacional aponta que a produção da indústria brasileira encerrou o mês de agosto em 49,1 pontos, considerando os dados sem influência sazonal. Este resultado representa aumento de 2,0 pontos em relação ao mês anterior (47,1 pontos em julho). Com isso, o indicador continuou indicando retração pelo terceiro mês consecutivo ao encerrar abaixo dos 50,0 pontos. Resultados acima de 50,0 pontos indicam expansão e abaixo deste nível, retração.
- Prévia da expedição de papel ondulado (Empapel): a prévia da expedição de papel ondulado do mês de agosto de 2022 sinalizou queda de 1,0% na comparação com o mês anterior, nos dados com ajuste sazonal. Em comparação com o mesmo mês de 2021, a expedição de papel ondulado registrou aumento de 6,6%. Já no acumulado em 12 meses, a expedição de papel ondulado apresenta queda de 4,2%, ante redução de 4,9% verificada no mês de julho nesta mesma métrica.
- Balança comercial (Secex): a média diária das exportações do país passou de US$ 1,2 bilhão em setembro de 2021 para US$ 1,5 bilhão até a terceira semana de setembro de 2022, aumento de 33,2% entre os períodos. No mesmo intervalo, as importações aumentaram 27,4% na comparação da média diária, saindo de US$ 951,2 milhões em setembro de 2021 para US$ 1,2 bilhão até a terceira semana de setembro de 2022. O saldo médio diário da balança comercial, por sua vez, foi de US$ 209,6 milhões em setembro de 2021, passando para US$ 334,1 milhões em média diária até a terceira semana de setembro de 2022, crescimento de 59,4%. O saldo total acumulado no mês de setembro até agora é de US$ 3,7 bilhões. No ano, a balança comercial registra superávit de US$ 47,6 bilhões (jan-set/22).
- Segunda prévia Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M/FGV): O IGP-M recuou 0,91% na segunda prévia de setembro, após cair 0,70% no mês anterior. Quando analisados os componentes do IGP-M, o destaque foi o IPA-M (Índice de Preços ao Produtor Amplo – Mercado), que apresentou queda de 1,22% no mês de setembro, ampliando a queda de 0,71% do mês anterior. O IPC-M (Índice de Preços ao Consumidor – Mercado) apresentou redução de 0,12% em setembro, uma redução menor do que foi registrado em agosto, quando caiu 1,18%. Por fim, o INCC-M (Índice Nacional da Construção Civil – Mercado) subiu 0,07% no mês, resultado inferior ao mês de agosto, quando avançou 0,33%.
- Nível de atividade da Indústria da Construção (CNI): a Sondagem da Indústria da Construção indicou expansão do nível de atividade da indústria de construção. O índice ficou em 55,0 pontos em agosto, o que representa alta de 2,5 pontos em relação ao mês anterior, quando encerrou em 52,5 pontos. Resultados acima dos 50,0 pontos indicam aumento do nível de atividade do setor e abaixo, retração.
- Copom (Banco Central): o Comitê de Política Monetária do Banco Central (BC) manteve na última quarta-feira, 21/09, a taxa básica de juros (Selic) em 13,75% a.a.. A decisão encerra um ciclo de doze aumentos consecutivos desde março de 2021, totalizando uma variação acumulada de 11,75 pontos percentuais. No comunicado sobre a decisão, a entidade monetária sinalizou que poderá retomar as elevações caso a inflação permaneça resistente e que pretende manter a Selic em patamar elevado por período suficiente para perseguir a meta e ancorar as expectativas.
- Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S/FGV): o Índice de Preços ao Consumidor Semanal ficou estável na terceira quadrissemana de setembro, apresentando variação nula (0,0%). Esse resultado veio após o IPC-S da segunda quadrissemana de setembro de 2022 variar 0,09%. A principal influência positiva do indicador na semana foi da classe de Educação, Leitura e Recreação, com alta de 4,94%, seguido por Saúde e Cuidados Pessoais (+0,66%), Vestuário (+0,42%), Habitação (+0,23%) e Despesas diversas (+0,07%). Em contrapartida, Alimentação (-0,28%), Comunicação (-0,46%) e Transportes (-2,92%) apresentaram variação negativa.
Dados da Economia Internacioanl na semana: 19/09 a 23/09
- Federal Reserve (Estados Unidos): em decisão divulgada na última quarta-feira (21/09), o Comitê de Política Monetária do Federal Reserve (Banco Central dos EUA) elevou a taxa de juros de referência em 0,75 p.p. pela terceira vez consecutiva, para a faixa entre 3,0% e 3,25% ao ano em votação unânime. Com o nível de preços se acelerando no país, o mercado já esperava a continuidade do aperto monetário para conter a disparada dos preços no país. A entidade monetária sinalizou que dará continuidade ao ciclo de aperto monetário a depender do comportamento da inflação.
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