Dados da Economia Brasileira na semana: 26/08 a 30/08
- Expectativas do mercado (Relatório Focus/Banco Central): a mediana das expectativas do mercado, divulgada pelo relatório Focus do Banco Central referente a 23 de agosto, indica que o IPCA de 2024 deverá encerrar em 4,25%. Em relação ao PIB, a expectativa de crescimento aumentou para 2,43%. No que se refere à taxa de câmbio, a expectativa do mercado é de R$/US$ 5,32 ao final do ano. Por fim, a mediana das perspectivas quanto à taxa Selic permaneceu em 10,50% a.a.
- Índice de Confiança do Consumidor (Ibre/FGV): o Índice de Confiança do Consumidor do mês de agosto encerrou em 93,2 pontos, aumento de 0,3 ponto em relação ao mês imediatamente anterior, quando marcou 92,9 pontos, dados com ajuste sazonal. O Índice de Situação Atual também avançou 0,3 ponto em agosto, ao encerrar aos 81,9 pontos, ante o resultado de 81,6 pontos registrado em julho. O Índice de Expectativas teve aumento da mesma magnitude, fechando o mês de agosto em 101,4 pontos. Em julho o indicador havia marcado 101,1 pontos.
- Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IBGE): o IPCA-15 registrou aumento de 0,19% no mês de agosto, após alta de 0,30% em julho. Esse resultado veio levemente abaixo da expectativa do mercado, que apontava alta de 0,20%. Os preços livres apresentaram deflação de 0,03%, enquanto os preços administrados registraram alta de 0,81%. No acumulado em 12 meses, o IPCA-15 registra elevação de 4,35%, com alta dos preços administrados (+6,43%) e dos preços livres (+3,64%).
- Índice de Confiança da Construção (Ibre/FGV): o Índice de Confiança da Construção aumentou 0,2 ponto em agosto na comparação com o mês anterior, encerrando em 97,5 pontos, na série sem influência sazonal. Em julho, o indicador havia registrado 97,3 pontos. O Índice de Situação Atual encerrou o mês de agosto aos 97,0 pontos, aumento de 1,5 ponto em relação ao mês anterior (95,5 pontos em julho). O Índice de Expectativas, por sua vez, caiu 1,3 ponto, encerrando o mês em 98,0 pontos. Em julho, o componente havia marcado 99,3 pontos.
- Balança Comercial Semanal (Secex): o saldo médio diário da balança comercial foi de US$ 418,8 milhões em agosto de 2023 para US$ 264,9 milhões em média diária até a quarta semana de agosto de 2024. O saldo acumulado até a quarta semana de agosto de 2024 é de US$ 4,5 bilhões. No ano, a balança comercial registra superávit de US$ 54,1 bilhões (jan-ago/24).
- Levantamento de Conjuntura (Fiesp/Ciesp): as vendas reais da indústria de transformação do estado de São Paulo contraíram 0,6% em julho na comparação com junho. O recuo ocorreu após a forte alta apontada no mês anterior, de 7,3%. O NUCI, aos 78,8%, diminuiu 0,7 p.p. no mês de julho em relação a junho (79,5%). Na mesma leitura, os salários reais médios tiveram queda de 0,6%. Já as horas trabalhadas na produção ficaram estáveis no mês. Todos os dados contam com ajuste sazonal. Confira a nota completa aqui.
- Índice de Confiança da Indústria (Ibre/FGV): o Índice de Confiança da Indústria encerrou o mês de agosto em 101,7 pontos, registrando estabilidade em relação ao mês anterior, considerando dados sem influência sazonal. O componente de Situação Atual encerrou em 103,6 pontos, leve queda de 0,1 ponto em relação ao mês de julho, quando marcou 103,7 pontos. Já o Índice de Expectativas teve pequeno avanço de 0,1 ponto em agosto ao encerrar o mês em 99,8 pontos, ante o resultado de 99,7 pontos em julho. O NUCI (Nível de Utilização da Capacidade Instalada), por sua vez, sofreu leve redução de 0,1 p.p., registrando 83,3% no mês na série sem efeitos sazonais.
- Nível de emprego no Brasil (CAGED): o Brasil registrou saldo positivo de 188.021 vagas de emprego formal no mês de julho. A Indústria Geral apresentou resultado positivo de 49.471 vagas de emprego no mês. A Indústria de Transformação, por sua vez, apresentou criação de 45.803 vagas entre contratações e demissões, com destaque positivo para os seguintes setores: Alimentos (+12.609), Borracha e Plástico (+3.578) e Manutenção de Máquinas e Equipamentos (+2.583).
- Nível de emprego em São Paulo (CAGED): o estado de São Paulo apresentou saldo líquido positivo de 61.847 vagas no mês de julho. Nesse mês, a Indústria Geral paulista registrou resultado positivo de 17.439 vagas de trabalho formal e a Indústria de Transformação paulista foi responsável pela criação de 16.925 vagas entre contratações e demissões, com destaque positivo para os seguintes setores: Alimentos (+3.254), Borracha e Plástico (+1.596) e Veículos (+1.449).
- Índice Geral de Preços – Mercado (Ibre/FGV): o IGP-M aumentou 0,29% em agosto, abaixo da expectativa do mercado (+0,45%). No mês anterior, o índice havia registrado avanço de 0,61%. Quando analisados os componentes do IGP-M, o IPA-M registrou alta de 0,29% em agosto. O IPC-M, por sua vez, avançou 0,09% no período. Por fim, o INCC-M subiu 0,64% na leitura atual. No acumulado em 12 meses, o IGP-M apresenta aumento de 4,26%. O componente com a maior alta nessa métrica é o INCC-M, com avanço de 4,84%, seguido pelo IPA-M, com alta de 4,20%, e pelo IPC-M, com aumento de 4,19%.
- Índice de Confiança de Serviços (Ibre/FGV): o Índice de Confiança de Serviços registrou alta de 0,4 ponto na passagem mensal para agosto, encerrando o mês em 94,6 pontos, na série sem influência sazonal. Em julho, o indicador havia registrado 94,2 pontos. O aumento no Índice de Confiança em agosto foi puxado pelo componente de Situação Atual, que avançou 0,6 ponto, fechando o mês em 96,7 pontos, ante o resultado de 96,1 pontos registrado em julho. O componente de Expectativas, por sua vez, teve leve aumento de 0,1 ponto na passagem mensal, encerrando aos 92,6 pontos. Em julho, o componente havia marcado 92,5 pontos.
- Índice de Confiança do Comércio (Ibre/FGV): o Índice de Confiança do Comércio registrou 89,1 pontos em agosto, queda de 1,8 ponto em relação ao mês anterior (90,9 pontos em julho), dados com ajuste sazonal. O resultado de agosto foi influenciado pelo componente de Expectativas, que diminuiu 5,5 pontos, encerrando o mês em 87,0 pontos, ante o dado de 92,5 pontos em julho. Já o componente de Situação Atual registrou alta de 2,0 pontos na passagem mensal, fechando o mês em 91,9 pontos. Em julho, o componente havia registado 89,9 pontos.
- Taxa de desemprego (PNAD Contínua/IBGE): a taxa de desemprego no Brasil ficou em 6,8% no trimestre móvel finalizado em julho. Esse resultado corresponde a um contingente de aproximadamente 7,4 milhões de desempregados. A pesquisa registrou aumento de 1,5% na quantidade de pessoas na força de trabalho na comparação entre o trimestre encerrado em julho de 2024 e o mesmo período de 2023. Entre as pessoas ocupadas, houve alta de 2,7% na mesma base de comparação. Já a massa de rendimento, segundo a pesquisa, cresceu 7,9% no trimestre encerrado em julho de 2024 na comparação com o mesmo período do ano anterior.
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