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Dados da Economia Brasileira na semana: 15/08 a 19/08

  • Expectativas do mercado (Relatório Focus/Banco Central): a mediana das expectativas do mercado, divulgada pelo relatório Focus do Banco Central referente a 12 de agosto, indica que o IPCA de 2022 deve encerrar em 7,02%, redução de 0,09 p.p. na comparação com o resultado da apuração anterior (7,11%). O centro da meta de inflação para 2022 é de 3,50%, podendo variar entre 2,00 e 5,00%. Para o PIB, o relatório aponta melhora nas expectativas do mercado, sendo esperado um crescimento da atividade do país no ano de 2,00%. No que se refere à taxa de câmbio, o mercado continua esperando que esta feche o ano em R$/US$ 5,20. Por fim, a mediana das perspectivas quanto à taxa SELIC permanece em 13,75% a.a. Para 2023, as expectativas sinalizam um crescimento para o PIB de 0,41%. A perspectiva para o nível de preços, medido pelo IPCA, foi elevada para 5,38%. A taxa Selic, por sua vez, deve fechar o ano em 11,00% e o câmbio permaneceu em R$/US$ 5,20.
  • Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-BR):  o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) cresceu 0,69% em junho, interrompendo uma sequência de duas quedas consecutivas, de 0,52% em abril e de 0,26% em maio, considerando os dados livres de influência sazonal. Este resultado veio acima da expectativa do mercado, que era de aumento de 0,10% na mediana das projeções.
  • Produção de Motocicletas (ABRACICLO):  em julho de 2022, a produção de motocicletas divulgada pela ABRACICLO foi de 104.776 unidades, o que representou um aumento de 10,3% em relação a julho de 2021, quando foram produzidas 101.695 unidades no país. Na variação acumulada em 12 meses, a produção de motocicletas apresenta aumento de 15,1%. Já quando se compara a produção de motocicletas no mesmo mês de anos anteriores, o resultado de julho de 2022 está acima da média para o período, que é de 101.793 unidades.
  • Balança Comercial (Secex):   a média diária das exportações do país passou de US$ 1,23 bilhão em agosto de 2021 para US$ 1,38 bilhão no acumulado até a segunda semana de agosto de 2022, aumento de 11,7% entre os períodos. No mesmo intervalo, as importações aumentaram 33,3% na comparação da média diária, saindo de US$ 889,0 milhões em agosto de 2021 para US$ 1,18 bilhão até a segunda semana de agosto de 2022. O saldo médio diário da balança comercial, por sua vez, foi de US$ 348,1 milhões em agosto de 2021, passando para US$ 196,7 milhões em média diária até a segunda semana de agosto de 2022, queda de 43,5%. O saldo total acumulado no mês de agosto até agora é de US$ 1,96 bilhão. No acumulado total do ano (jan-ago/22), a balança comercial registra superávit de US$ 41,85 bilhões.
  • Sondagem Industrial (CNI):  a produção da indústria brasileira encerrou o mês de julho em 47,0 pontos, considerando os dados sem influência sazonal. Este resultado representa redução de 2,5 pontos em relação ao mês anterior (49,5 pontos em junho). Com isso, o indicador continuou indicando retração pelo segundo mês consecutivo ao encerrar abaixo dos 50,0 pontos. Resultados acima de 50,0 pontos indicam expansão e abaixo deste nível, retração.
  • Índice Geral de Preços – 10 (IBRE/FGV):  em agosto, o IGP-10 recuou 0,69%. Essa é a primeira variação negativa do indicador no ano de 2022. O resultado de agosto é menor que o registrado no mesmo período de 2021, quando o indicador apresentou variação de +1,18%. Dentre as categorias do IPA-10, os produtos agrícolas avançaram 0,19% no mês de agosto, acumulando alta de 8,44% no ano e 9,60% em 12 meses.
    Os produtos industriais tiveram variação negativa de 0,98% no mês de agosto. No ano, a variação acumulada do IGP-10 é de 8,43% e em 12 meses o aumento é de 8,82%.
  • Demanda das empresas por crédito (Serasa):  a demanda por crédito em julho foi reduzida em 3,50%, revertendo os dois meses de alta observados em maio (+14,11%) e junho (+2,80%).
  • Sondagem da Indústria da Construção (CNI):  a Sondagem da Indústria da Construção, divulgada ontem pela CNI, indicou expansão do nível de atividade da indústria de construção como um todo. O índice ficou em 52,5 pontos em julho, acima dos 50,0 pontos que separa aumento de queda do nível de atividade. Com este resultado, houve alta de 0,9 ponto em relação ao mês anterior, quando encerrou em 51,6 pontos.
  • Índice Geral de Preços – Mercado (IBRE/FGV): o IGP-M recuou 0,57% na segunda prévia de agosto, ante aumento de 0,21% no mês anterior. O IPA-M (Índice de Preços ao Produtor Amplo – Mercado) apresentou queda de 0,50% no mês de agosto ante alta de 0,21% no mês anterior. O destaque foi o IPC-M (Índice de Preços ao Consumidor – Mercado), que apresentou redução de 1,43% em agosto, o que indica desaceleração em relação ao mês anterior, quando caiu 0,28%. Por fim, o INCC-M (Índice Nacional da Construção Civil – Mercado) cresceu 0,54% no mês, resultado inferior ao mês de julho, quando avançou 1,16%.

Dados da Economia Internacional na semana: 15/08 a 19/08

  • Produção industrial nos Estados Unidos (FED): a produção industrial nos Estados Unidos apresentou crescimento de 0,6% em julho na comparação com o mês anterior. Na comparação com julho de 2021, a produção industrial americana cresceu 5,1%. No acumulado em 12 meses o crescimento está em 6,1%.

Síntese da semana:

Os índices de inflação divulgados ao longo desta semana indicaram desaceleração na margem. Neste contexto, o Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) recuou 0,69% na passagem de julho para agosto, primeira variação negativa do indicador em 2022. Esta queda foi puxada principalmente pela redução dos preços das commodities no atacado e da gasolina e energia elétrica no varejo. Seguindo a mesma tendência, o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) registrou deflação de 0,57% na segunda prévia de agosto, ante aumento de 0,21% no mês anterior. Dos três componentes do IGP-M, dois apresentaram retração: o IPA-M (Índice de Preços ao Produtor Amplo – Mercado), que caiu 50% e o IPC-M (Índice de Preços ao Consumidor – Mercado), que apresentou redução de 1,43% em agosto. Apesar do recuo na margem, os índices seguem pressionados na variação acumulada em 12 meses, sendo que o IGP-10 registra alta de 8,82% e o IGP-M aumento de 8,73% nesta métrica.

Em relação à atividade, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado como uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), veio acima da expectativa do mercado, após crescer 0,69% em junho, resultado que interrompe uma sequência de duas quedas consecutivas. Com este crescimento, o segundo trimestre de 2022 registra expansão de 0,57% da atividade. Apesar desta alta compensar parcialmente as quedas anteriores, há desafios para a manutenção desta trajetória de crescimento, em função do aperto monetário, da desaceleração global e da inflação ainda elevada.

Portanto, os indicadores de preços divulgados recentemente indicam desaceleração da inflação. Dessa forma, segundo o último Relatório Focus, a expectativa do mercado é que o IPCA encerre 2022 em 7,02%, redução de 0,09 p.p. na comparação com o resultado da apuração anterior (7,11%). No entanto, ainda há incertezas em torno da manutenção desta tendência de queda no médio prazo, dado que a expectativa para o IPCA de 2023 foi elevada para 5,38%. Para o PIB, o relatório aponta melhora nas expectativas do mercado, sendo esperado um crescimento da atividade do país de 2,00% em 2022 e de 0,41% para 2023.

Agenda Econômica para a próxima semana: 22/08 a 26/08

22/08/2022 (Segunda-feira):

  • Banco Central divulga o Relatório Focus.
  • Secretaria Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais (SECINT) divulga Balança Comercial Semanal.

24/08/2022 (Quarta-feira):

  • Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15).

25/08/2022 (Quinta-feira):

  • FGV divulga a Sondagem do Consumidor.
  • Ministério do Trabalho divulga o CAGED.

26/08/2022 (Sexta-feira):

  • FGV divulga a Sondagem da Construção.

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