Semana da Economia: principais indicadores

A economia brasileira apresentou movimentos distintos na semana de 10 a 14 de agosto. O IPCA subiu 0,07% em julho, desacelerando frente aos 0,16% registrados em junho e acumulando alta de 4,44% em 12 meses.

Já o IGP-M teve alta de 0,26% na primeira prévia de agosto, enquanto o INCC-M acumula avanço de 6,46% em 12 meses, indicador relevante para acompanhar os custos da construção civil.

Na atividade econômica, o setor de serviços ficou estável em junho, enquanto o comércio varejista restrito avançou 0,5% e o varejo ampliado recuou 1,0%.

A indústria brasileira registrou crescimento de 0,8% no faturamento real, mas o Índice de Confiança do Empresário Industrial permaneceu na faixa de pessimismo, em 46,9 pontos.

Para a próxima semana, estão no radar indicadores como Focus, IBC-Br, IGP-M, Monitor do PIB, produção industrial dos EUA e Sondagem Industrial.

Inflação desacelera em julho

O IPCA registrou alta de 0,07% em julho, após avanço de 0,16% em junho. Em 12 meses, a inflação acumulada ficou em 4,44%, com os preços livres avançando 4,19% e os administrados, 5,09%.

O resultado reforça a importância do acompanhamento dos indicadores de inflação para empresas, investidores e agentes da cadeia produtiva.

IGP-M e custos da construção

A primeira prévia do IGP-M de agosto apresentou alta de 0,26%, após queda de 1,16% em julho. No acumulado de 12 meses, o índice registra alta de 2,65%.

Entre seus componentes, o INCC-M acumula alta de 6,46%, mantendo-se como um indicador importante para o acompanhamento da evolução dos custos relacionados à construção.

Serviços e comércio têm resultados diferentes

O setor de serviços apresentou estabilidade em junho, na comparação com maio, mas cresceu 2,0% frente a junho de 2025. No acumulado em 12 meses, a alta é de 2,6%.

No comércio, o varejo restrito cresceu 0,5% em junho, enquanto o varejo ampliado recuou 1,0%. Na comparação trimestral, os dois segmentos apresentaram queda no segundo trimestre.

Indústria: faturamento cresce, mas confiança permanece baixa

O faturamento real da indústria brasileira aumentou 0,8% em junho. Emprego e horas trabalhadas avançaram 0,2%, enquanto a Utilização da Capacidade Instalada caiu 0,6 ponto percentual, para 76,8%.

Apesar da melhora mensal, o ICEI ficou em 46,9 pontos em agosto. Como resultados abaixo de 50 pontos indicam pessimismo, o indicador mostra que a percepção dos empresários industriais segue cautelosa.

Produção de veículos e motocicletas

A produção de autoveículos caiu 2,6% em julho frente a junho, mas apresentou crescimento de 5,9% na comparação anual.

Já a produção de motocicletas teve desempenho positivo: alta de 13,7% no mês e de 36,0% em relação a julho de 2025.

Cenário internacional

Na União Europeia, a produção industrial cresceu 0,2% em junho, enquanto a Zona do Euro apresentou estabilidade. Em 12 meses, os avanços foram de 0,9% e 0,5%, respectivamente.

Expectativas do mercado

Segundo o Relatório Focus de 7 de agosto, a mediana das expectativas aponta para IPCA de 5,02% em 2026, crescimento de 1,98% do PIB, dólar a R$ 5,20 e Selic em 13,75% ao ano no final do período.

Agenda econômica — 17 a 21 de agosto

Entre os principais indicadores previstos para a semana estão:

  • 17/08: Relatório Focus, IBC-Br, IGP-10, Monitor do PIB e Balança Comercial Semanal.
  • 18/08: segunda prévia do IGP-M e produção industrial dos Estados Unidos.
  • 20/08: Pesquisa Sensor da Fiesp e Sondagem Industrial da CNI.

Acompanhe o blog da AFEAL para ficar por dentro dos principais indicadores econômicos e dos impactos para a indústria de esquadrias e a construção civil.

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