A semana de foi marcada por decisões importantes de política monetária e pela divulgação de indicadores que ajudam a acompanhar o desempenho da economia brasileira. Entre os destaques está a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de reduzir a taxa Selic para 13,75% ao ano, no quinto corte consecutivo do ciclo.
No cenário internacional, o Federal Reserve elevou a taxa de juros dos Estados Unidos em 0,25 ponto percentual, para o intervalo entre 3,75% e 4,00% ao ano. Já no Brasil, os dados de atividade indicaram continuidade da moderação, com destaque para a retração do IBC-Br em julho, enquanto indicadores de inflação e confiança empresarial também movimentaram o cenário econômico.
Copom reduz a taxa Selic para 13,75% ao ano
O Copom decidiu, em 16 de setembro, reduzir a taxa básica de juros da economia brasileira em 0,25 ponto percentual, passando de 14,00% para 13,75% ao ano. A decisão foi unânime e representou o quinto corte consecutivo da Selic.
De acordo com a avaliação do Comitê, o ambiente externo permanece incerto, enquanto os indicadores domésticos apontam para uma moderação gradual da atividade econômica. Apesar disso, o mercado de trabalho continua aquecido.
Em relação à inflação, o Copom destacou a desaceleração do índice cheio e da média das medidas subjacentes nas leituras mais recentes. Os indicadores permanecem, contudo, acima da meta de inflação. Diante desse cenário, o Comitê considerou apropriado dar continuidade ao ciclo de calibração da política monetária, ressaltando que a magnitude total do ciclo dependerá das próximas informações econômicas.
Federal Reserve eleva juros nos Estados Unidos
Também em 16 de setembro, o Federal Reserve (Fed) decidiu elevar a taxa de juros norte-americana em 0,25 ponto percentual, estabelecendo o intervalo entre 3,75% e 4,00% ao ano. A decisão foi unânime, com 12 votos a favor.
A autoridade monetária avaliou que a atividade econômica dos Estados Unidos continua se expandindo em ritmo sólido e que o mercado de trabalho permanece equilibrado. Ao mesmo tempo, a inflação segue elevada, e o Fed reiterou a importância da política monetária para favorecer o retorno da inflação à meta de 2%.
As decisões dos bancos centrais brasileiro e norte-americano são acompanhadas de perto pelos mercados e podem influenciar variáveis como crédito, câmbio, investimentos e condições de financiamento.
IBC-Br recua pelo segundo mês consecutivo
O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma proxy mensal do Produto Interno Bruto (PIB), apresentou queda de 0,2% em julho, na comparação com junho, considerando os dados com ajuste sazonal.
O resultado veio após uma retração de 0,9% em junho e ficou levemente abaixo da expectativa do mercado, que projetava queda de 0,1%.
Apesar das quedas mensais, o indicador apresentou crescimento de 1,1% na comparação com julho de 2025. No acumulado em 12 meses, o IBC-Br registra alta de 1,5%.
Outro indicador de atividade, o Monitor do PIB da FGV, apontou retração de 0,4% em julho, após queda de 1,0% em junho. Na comparação anual, houve crescimento de 1,3%, enquanto o acumulado em 12 meses registra alta de 1,8%.
Comércio varejista registra queda em julho
Segundo a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC/IBGE), o volume de vendas do comércio varejista recuou 0,8% em julho, na comparação com o mês anterior e considerando os dados dessazonalizados.
O resultado ficou abaixo da expectativa do mercado, que previa uma queda de 0,1%. Apesar do recuo mensal, o comércio varejista acumula crescimento de 1,6% em 12 meses.
No varejo ampliado, que inclui segmentos como materiais de construção, veículos e motocicletas, houve alta de 0,4% em julho. No acumulado em 12 meses, o indicador registra crescimento de 1,2%.
Confiança da indústria permanece abaixo dos 50 pontos
O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI/CNI) encerrou setembro em 44,1 pontos, considerando os dados com ajuste sazonal. O indicador recuou 1,5 ponto em relação ao mês anterior.
Como o índice utiliza a marca de 50 pontos como referência, resultados abaixo desse nível indicam percepção de pessimismo entre os empresários industriais, enquanto resultados acima de 50 pontos sinalizam otimismo.
O desempenho do indicador reforça a importância do acompanhamento das expectativas do setor produtivo diante das condições econômicas e financeiras atuais.
Inflação: IGP-10 sobe 1,47% em setembro
O IGP-10, calculado pela FGV, apresentou alta de 1,47% em setembro, acima da expectativa de mercado de 1,11%.
Entre seus componentes, o IPA-10 registrou alta de 1,90%, enquanto o IPC-10 avançou 0,44% e o INCC-10 apresentou alta de 0,50%.
No acumulado em 12 meses, o IGP-10 registra alta de 3,29%. Nesse período, o INCC-10 acumula avanço de 6,63%, enquanto o IPA-10 registra alta de 2,57% e o IPC-10, de 4,22%.
O IGP-M, por sua vez, apresentou alta de 1,47% na segunda prévia de setembro, após queda de 0,22% em agosto. Em 12 meses, o indicador acumula alta de 3,24%, com destaque para o avanço de 6,63% do INCC-M.
Expectativas do mercado para 2026
O Relatório Focus do Banco Central, com dados referentes a 11 de setembro, mostrou mudanças nas expectativas para os principais indicadores econômicos de 2026.
A mediana das projeções aponta para:
- IPCA: 4,90%;
- PIB: crescimento de 1,89%;
- Câmbio: R$ 5,20 por dólar ao final do ano;
- Selic: 13,75% ao ano.
As projeções refletem as expectativas coletadas pelo Banco Central junto ao mercado e podem sofrer alterações conforme a divulgação de novos indicadores e mudanças no cenário econômico.
Balança comercial mantém superávit
Na balança comercial, o saldo médio diário passou de US$ 142,8 milhões em setembro de 2025 para US$ 419,5 milhões em média diária até a segunda semana de setembro de 2026.
Até a segunda semana de setembro, o saldo acumulado no mês era de US$ 3,4 bilhões. No acumulado de janeiro a setembro de 2026, a balança comercial registra superávit de US$ 58,7 bilhões.
Cenário internacional
Na União Europeia, a produção industrial recuou 0,3% em julho, enquanto a produção da Zona do Euro apresentou queda de 0,1%.
Na comparação com julho de 2025, a produção industrial cresceu 0,3% na União Europeia e permaneceu estável na Zona do Euro. No acumulado em 12 meses, os indicadores apresentam altas de 0,7% e 0,2%, respectivamente.
Os dados fazem parte do cenário internacional que também influencia as perspectivas para a economia brasileira, especialmente por meio de fatores como comércio exterior, fluxos financeiros e condições de crédito.
Agenda econômica
Entre os indicadores previstos para a semana de 21 a 25 de setembro, estão:
21/09 – Segunda-feira
- Relatório Focus, do Banco Central;
- Sondagem Industrial, da CNI;
- Balança Comercial Semanal, da Secex.
23/09 – Quarta-feira
- Sondagem da Indústria da Construção, da CNI.
24/09 – Quinta-feira
- Sondagem do Consumidor, da FGV.
25/09 – Sexta-feira
- Sondagem da Construção, da FGV;
- IPCA-15, do IBGE;
- ICEI-SP e Sondagem Industrial do Estado de São Paulo, da Fiesp e CNI.
Acompanhe os indicadores econômicos
Os dados divulgados ao longo da semana mostram um cenário marcado pela continuidade do ciclo de redução da Selic, moderação da atividade econômica, acompanhamento da inflação e atenção às expectativas dos setores produtivos.
Para empresas e profissionais da indústria de esquadrias de alumínio, acompanhar esses indicadores contribui para compreender o ambiente econômico em que o setor está inserido e seus possíveis impactos sobre crédito, custos, investimentos e atividade empresarial.
A AFEAL acompanha os principais indicadores da economia brasileira e seus reflexos para o setor de esquadrias de alumínio. Continue acompanhando o blog para conferir novas análises e informações relevantes para o mercado.