A economia brasileira apresentou sinais de desaceleração moderada em maio, conforme indicam os principais indicadores divulgados ao longo da semana de 13 a 17 de julho.
Dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS/IBGE) mostram recuo de 0,4% no setor de serviços frente ao mês anterior, enquanto o comércio varejista avançou apenas 0,1%, abaixo das expectativas do mercado.
Já o varejo ampliado registrou queda de 0,2%, reforçando um cenário de consumo mais cauteloso.
Apesar desse desempenho mais fraco em alguns segmentos, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do PIB, avançou 0,1% em maio, superando as projeções.
No acumulado de 12 meses, o indicador registra crescimento de 1,4%, evidenciando que a atividade econômica segue em expansão, ainda que em ritmo mais moderado, impactada principalmente pelo nível elevado da taxa de juros.
Indicadores reforçam cenário de cautela e estabilidade
Outros dados relevantes da economia brasileira também apontam para um ambiente de estabilidade com viés de desaceleração.
O IPCA de junho registrou alta de 0,16%, abaixo das expectativas, enquanto o Relatório Focus projeta inflação de 5,16% para 2026, crescimento do PIB em 1,99% e taxa Selic em 14,00% ao ano. No setor industrial, a produção apresentou leve queda em São Paulo, e o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) segue abaixo dos 50 pontos, indicando pessimismo.
Além disso, indicadores como fluxo de veículos, expedição de papel ondulado e produção de motocicletas mostraram resultados mistos, refletindo um cenário econômico ainda pressionado.
No campo externo, a produção industrial da União Europeia e da Zona do Euro também apresentou leve retração, reforçando um ambiente global de crescimento contido.
Perspectivas e agenda econômica
Mesmo com oscilações nos indicadores, o saldo da balança comercial brasileira segue positivo, acumulando superávit significativo em 2026.
Para os próximos dias, a agenda econômica traz divulgações importantes, como o Relatório Focus, sondagens industriais e decisões de política monetária na Europa, que devem continuar influenciando as expectativas do mercado.
Em resumo, o cenário atual aponta para uma economia em crescimento, porém com ritmo mais moderado, exigindo atenção redobrada de empresas e profissionais na tomada de decisões estratégicas.