Dados da economia brasileira e internacional: principais indicadores da semana de 8 a 11 de setembro

A semana de 8 a 11 de setembro de 2026 foi marcada pela divulgação de importantes indicadores da economia brasileira e internacional, trazendo informações sobre inflação, atividade econômica, indústria, serviços, comércio exterior e mercado financeiro. Os dados ajudam a acompanhar o cenário econômico e seus possíveis impactos sobre empresas e diferentes setores produtivos.

Economia brasileira: inflação, atividade e indústria

Segundo o Relatório Focus do Banco Central, as expectativas do mercado para 2026 apontam para IPCA de 5,00%, crescimento de 1,93% do PIB, dólar a R$ 5,20 no final do ano e taxa Selic de 13,75% ao ano.

Entre os indicadores de preços, o IGP-DI registrou alta de 0,06% em agosto, após queda de 0,86% em julho. No acumulado de 12 meses, o índice apresenta avanço de 2,63%, enquanto o INCC-DI acumula alta de 6,59%. Já o IGP-M avançou 0,93% na primeira prévia de setembro, com alta acumulada de 6,71% no INCC-M em 12 meses.

O IPCA apresentou deflação de 0,32% em agosto, após alta de 0,07% em julho. Em 12 meses, a inflação acumulada ficou em 4,22%.

Na atividade econômica, o setor de serviços permaneceu estável em julho, enquanto a produção industrial no estado de São Paulo avançou 0,5% no mesmo período. Já o faturamento real da indústria brasileira recuou 2,0%, segundo os Indicadores Industriais da CNI.

O setor automotivo apresentou resultados positivos: a produção de autoveículos cresceu 1,0% em agosto frente a julho e 9,4% na comparação anual. A produção de motocicletas, por sua vez, caiu 2,7% no mês, mas acumula alta de 11,4% em 12 meses.

Comércio exterior e movimentação nas rodovias

A balança comercial brasileira manteve resultado positivo. De janeiro a agosto, o país acumulou superávit de US$ 55,3 bilhões. Na primeira semana de setembro, o saldo acumulado chegou a US$ 1,9 bilhão.

Outro indicador de atividade, o fluxo de veículos nas rodovias com pedágio, apresentou crescimento de 2,6% em agosto na comparação mensal e acumula alta de 2,2% em 12 meses.

Cenário internacional

Na Alemanha, a produção industrial recuou 1,5% em julho em relação ao mês anterior e 2,2% na comparação com julho de 2025. No acumulado de 12 meses, a queda chega a 1,0%.

Na Zona do Euro, o Banco Central Europeu manteve a taxa de juros para depósitos bancários em 2,25% ao ano, em linha com as expectativas do mercado.

afeal