O mais recente Relatório nº 276 da AFEAL apresenta um panorama atualizado sobre as vendas de cimento e aço longo no mercado interno, evidenciando um cenário de crescimento moderado seguido por estabilidade nos últimos meses.
No caso do cimento, o volume comercializado em 2025 atingiu 66.983 mil toneladas, frente a 64.656 mil toneladas em 2024, representando um crescimento de 3,5%.

Apesar desse avanço, os dados mais recentes indicam uma leve retração, com o acumulado dos últimos 12 meses até fevereiro de 2026 registrando 66.786 mil toneladas, sinalizando um movimento de acomodação após um período de expansão.
Já o segmento de aço longo apresenta comportamento semelhante, porém com crescimento mais discreto. Em 2025, as vendas totalizaram 8.647 mil toneladas, frente a 8.611 mil toneladas em 2024, um aumento de 0,42%. Nos últimos 12 meses, observa-se estabilidade acima de 8.500 mil toneladas, ainda que com uma leve queda recente para 8.577 mil toneladas.
Esse cenário reforça a necessidade de atenção às variáveis externas que impactam o setor, como o câmbio, a taxa de juros, o preço internacional dos metais e fatores geopolíticos.

Ao mesmo tempo, a indústria de esquadrias de alumínio segue se preparando para atender a demanda do mercado imobiliário residencial vertical, que permanece aquecido e relevante para a geração de empregos e crescimento do setor.
Perspectivas do setor
A análise consolidada dos dados demonstra que, apesar de um cenário de crescimento ao longo dos últimos períodos, o mercado começa a apresentar sinais de estabilização, exigindo atenção estratégica das empresas do setor.
No segmento de aço longo, por exemplo, o volume comercializado passou de 8.611 mil toneladas em 2024 para 8.647 mil toneladas em 2025, registrando um crescimento moderado de 0,42%. Ainda que os números se պահպանham em um patamar consistente acima de 8.500 mil toneladas, os dados mais recentes indicam uma leve retração, com o acumulado dos últimos 12 meses encerrados em fevereiro de 2026 atingindo 8.577 mil toneladas.
Esse comportamento sugere um momento de acomodação do mercado após um ciclo de expansão, o que demanda maior cautela no planejamento e na tomada de decisões.
Além dos indicadores internos, é fundamental acompanhar atentamente os fatores externos que podem impactar diretamente o desempenho do setor. Questões geopolíticas, como o cenário envolvendo Estados Unidos e Irã, influenciam cadeias globais de abastecimento, logística e custos de insumos.
Somam-se a isso variáveis econômicas relevantes, como as oscilações no preço do alumínio no mercado internacional (LME), a cotação do dólar PTAX e a taxa Selic, que afetam tanto o custo de produção quanto o acesso ao crédito.
Diante desse contexto, a indústria, especialmente o segmento de esquadrias de alumínio, precisa reforçar sua capacidade de adaptação, gestão de riscos e eficiência operacional para manter a competitividade e acompanhar a dinâmica do mercado da construção civil.